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# Trecho de Quinta



"Este é o período mais duro, Starling. Aproveite-o bem, e ele irá endurecê-la. Agora vem o teste mais difícil: não deixar que a raiva e a frustração a impeçam de pensar. Isso é o essencial para saber se você pode comandar ou não. O desperdício e a estupidez são o que mais podem afetar você."


Hannibal Lecter em O Silêncio dos Inocentes.

# Trecho de Quinta

"Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar." 

(O Caçador de Pipas  - Khaled Hosseini)

Ela por Ele



E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário: por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.
 
 
Dom Casmurro - Machado de Assis

Indicando

Estava organizando uns papéis meus, e descobri umas antigas anotações que eu achava que estavam perdidas. Eram umas frases copiadas de livros que li, não de todos, mas os que eu julgava dignos de serem lembrados, e fui imediatamente colocá-las no meu caderninho de frases. Sim, eu tenho um, comecei a copiar coisas de livros e filmes que achava interessante aos 14 anos, mas passei um bom tempo sem fazê-lo, e  há uns anos tenho retomado o hábito.

Quando fui passar as frases das folhas antigas para o caderno, tornei a lê-lo e revi anotações minhas de um livro maravilhoso, e como algumas vezes eu me dou o direito de dar dicas de livros por aqui, hoje vou indicar mais um: Fahrenheit 451 por Ray Bradbury.
Talvez muitos já tenham visto o filme, de mesmo nome, do Truffaut (eu não vi ainda, toda vez eu pego pra ver, mas nunca assisto!).
Não sou muito de ler ficção científica, mas desde que li Admirável Mundo Novo (se é que se pode resumir esse livro a um gênero), que leio livros parecidos, como 1984 (George Orwell), Não verás país nenhum (Ignácio Loyola de Brandão), Fahrenheit 451

Fahrenheit 451 foi escrito em 1953 e descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura. Tudo é controlado e as pessoas só tem conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre. Os bombeiros tem como atividade queimar os livros que são encontrados. Até que um dia, um dos bombeiros, Montag, conhece uma menina e começa a questionar sua profissão e a sociedade. E o resto… é melhor você ler!
E só pra aguçar a curiosidade dá uma lidinha nesses trechos que eu coloco logo abaixo (são os que estão no meu caderninho).

Ah, e como pode ser ruim um livro que fala sobre livros? E o melhor é que a única edição brasileira vendida atualmente é uma versão de bolso, ou seja, baratinha, baratinha.  ;)







‘Deve haver alguma coisa nos livros, coisas que não podemos imaginar, para levar uma mulher a ficar numa casa em chamas; tem que haver alguma coisa. Ninguém se mata a troco de nada’

‘Deixar você em paz! Tudo bem, mas como eu posso ficar em paz? Não precisamos que nos deixem em paz. Precisamos realmente ser incomodados de vez em quando. Quanto tempo faz que você não é realmente incomodada? Por alguma coisa importante, por alguma coisa real?’

‘Todos devemos ser iguais. Nem todos nasceram livres e iguais, como diz a Constituição, mas todos se fizeram iguais. Cada homem é a imagem de seu semelhante e, com isso, todos ficam contentes, pois não há nenhuma montanha que os diminu, contra a qual se avaliar. Isso mesmo! Um livro é uma arma carregada na casa vizinha. Queime-o. Descarregue a arma. Façamos uma brecha no espírito do homem. Quem sabe quem poderia ser alvo do homem lido?’

‘Você precisa entender que nossa civilização é tão vasta que não podemos permitir que nossas minorias sejam transtornadas e agitadas’

‘Será porque estamos nos divertindo tanto em casa que nos esquecemos do mundo? Será porque somos tão ricos e o resto do mundo tão pobre e simplesmente não damos a mínima para sua pobreza? Tenho ouvido rumores; o mundo está passando fome, mas nós estamos bem alimentados. Será verdade que o mundo trabalha duro enquanto nós brincamos? Será por isso que somos tão odiados?’

‘Eu não falo de coisas, senhor. Falo do sentido das coisas. Sento-me aqui e sei que estou vivo’

‘Os livros servem para nos lembrar quanto somos estúpidos e tolos. São o guarda pretoriano de César, cochichando enquanto o desfile ruge pela avenida: – Lembre-se, César, tu és mortal. A maioria de nós não pode sair correndo por aí, falar com todo mundo, conhecer todas as cidades do mundo, não temos tempo, dinheiro ou tantos amigos assim. As coisas que você está procurando, Montag, estão no mundo, mas a única possibilidade que o sujeito comum terá de ver noventa e nove por cento delas está num livro’

‘Se você esconder sua ignorância, ninguém lhe baterá e você nunca irá aprender’

‘Tudo está bem quando tudo acaba bem’


Tão antigo e tão atual... INDICO!

Trecho de Quinta # 34

 
Cativa-me, por favor...
 
 


Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo.
 
 
Antoine de Saint-Exupéry em O Pequeno Príncipe

Trecho de Quinta # 33



"(...) A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas, mas não posso explicar a mim mesma."


Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas

Cem Anos de Solidão - Gabriel Garcia Márquez

"O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão."
 
 

 
 
Um dos maiores valores da Literatura, enquanto produção artística, é a sua capacidade de ordenar as palavras, organizar o caos e dar um sentido articulado e humano à vida, expondo a visão de mundo dos homens e trazendo elementos que podem transitar entre a fantasia e a realidade. Com isso, é possível sonhar ao folhear cada página de um livro e deixar o imaginário ir além das fronteiras de uma vida comum, palpável. Em Cem Anos de Solidão, um clássico da Literatura Latino-Americana de Gabriel García Márquez, somos convidados a entrar neste realismo fantástico, um fenômeno narrativo literário que, no primoroso trabalho do escritor, encontra o caráter histórico mesclado ao lúdico, e indiscutivelmente, eleva o valor desta obra prima da Literatura traduzida em mais de 30 línguas e catalogada pela crítica internacional como um dos melhores romances escritos na atualidade.
Cem Anos de Solidão conta a saga de uma família que se estabelece e participa da fundação do pequeno povoado de Macondo. O patriarca José Arcadio Buendia, homem de muitas virtudes e habilidades, e sua esposa de pulso firme, Úrsula Iguarán, fixaram-se naquela terra, onde tiveram filhos, netos, bisnetos e tataranetos. Suportaram doenças, pragas, períodos infindáveis de chuvas, viram seus filhos partirem para guerras, comandarem exércitos e greves. Mas também tiveram os momentos felizes, de reencontro, casa cheia de convidados, música e cortejo das moças quando estas estavam em idade de namorar.
Sou apaixonada por este autor, e já reli esta obra 2 vezes, de tanto que gosto. Não foi o primeiro que me levou às lágrimas, mas foi o que me provocou diversas reações, e me levou em poucos parágrafos da tristeza ao riso.
As frases são poéticas e os personagens muito originais.
A narrativa por vezes é arrastada, outras, mais rítmica. Seu estilo de escrever é único e inconfundível. Existem algumas peculiaridades, como os nomes dos personagens que se repetem, o que dificulta se você não conseguir se concentrar e ter uma boa dedicação à leitura, mas nada que prejudique o enredo.
 
Como sou apaixonada por tatuagens quase enlouqueço quando vi essa imagem:
 
Uma ilustração de um dos capítulos do livro.

Também postei AQUI uma outra tatuagem - linda de morrer - feita a partir de uma ilustração do livro.

# a tatoo que eu queria ter feito








Foram inspiradas no livro O Pequeno Príncipe. Preciso dizer que ficaram du caraleo, e que eu estou de babador ?!  

Ozzy lançará livro de conselhos médicos


Não gente, vocês não leram o título de forma errada. Acreditem, tudo é possível realmente! Faz um tempo que Ozzy Osbourne, o mais improvável dos roqueiros, decidiu escrever (e alguém apoiou!) uma coluna sobre cuidados com a saúde. Os tais apoiadores de tal empreitada foram o jornal Sunday Times, de Londres, e, mais tarde a Rolling Stone publicou alguns artigos. Justamente de quem, um dos maiores drogados e bêbados da história do rock and roll. O livro se chamará (ironicamente)Trust me, I’m Dr. Ozzy – Advice from Rock’s Ultimate Survivor, e conta com a “sabedoria” da sobrevivência em meio a um dia-a-dia cheio de drogas e álcool por décadas e décadas. Ou seja, se você gosta de tocar o horror e não quer morrer, talvez seja bom ouvir o que o Dr. Ozzy tem a dizer! 

Soul Love - Lynda Waterhouse

"À noite o céu é perfeito."





Sinopse: 
"Jenna não quer trair os amigos e não revelará o que se esconde por trás de sua expulsão do colégio, assumindo toda a culpa sozinha. Como castigo sua mãe a levou para passar algum tempo com uma tia numa tediosa cidadezinha do interior. É lá que Jenna encontra Gabe, um rapaz autêntico, melancólico e reservado. Completamente diferente de todas as outras pessoas ela conhece. É inevitável: Jenna se apaixona por ele. Será que Gabe é sua alma gêmea? Ele mostra a Jenna a beleza de um céu noturno sem nuvens, escuro, um contraste perfeito para o brilho das estrelas. E, em meio a livros, música, poesia e noites estreladas, o sentimento entre eles se torna cada vez mais forte. Mas Cleo, uma garota antipática que tem uma ligação muito estranha com Gabe, não está gostando nada desse romance. Afinal, ela não quer que ninguém mais saiba o grande segredo de Gabe..."


Tá certo, tá certo. Eu sei que faz tempo que não faço resenhas aqui para o blog, peço desculpas aos meus leitores que me mandam inúmeros emails pedindo pra eu fazer resenha de livro tal e outro, mas é que mudanças em uma rotina exige planejamento, e eu estou nessa fase. Sorry!
Farei resenhas de todos os livros que me pediram, os livros que eu já li serão os primeiros resenhados, os que não, farei após concluir a leitura, e digo de ante mão que irá demorar um pouquinho. Agradeço muito o carinho e o respeito de todos com o Deputamadre, a opinião de vocês contam muito, seja por comentário feito aqui no blog, ou enviados ao meu email.
Explicações dadas, então deixemos de papo e vamos ao que interessa!


Review do Deputamadre:
Ao começar a ler este livro, tive a impressão de que seria mais uma história bobinha e bem clichê, aquelas de romance adolescente cheias de coisas óbvias, estava errada. O livro tomou um rumo que eu, definitivamente, não esperava, muito mais tenso e instigante.  
Apesar do título e do romance da protagonista com o garoto, acho que o livro não tem como foco principal o relacionamento dos dois, e sim o amadurecimento da personagem, que no início tem atitudes típicas de "aborrecentes" exageradas e dramáticas. Os temas abordados neste livro são mais sérios dos que normalmente se vê em livros para jovens. O romance é bonito e complicado, e por que não dizer puro, pois é, puro. Você se envolve tanto naquele universo proposto pela autora, é um misto de ingenuidade, inocência, com rebeldia, atitudes sensatas e mais um milhão de ações e reaçoes, simples, que tornam a história pura. Os apressadinhos talvez não gostem pois o início é mesmo "devagar", mas o desenrolar compensa, e muito.
Conheço muita gente que chorou ao ler Soul Love, admito que quase fiz isso. Eu realmente não posso deixar de elogiá-lo e recomendá-lo, é uma leitura rápida, um ótimo passatempo.
Há! AMEI a tia da personagem principal, uma mulher hipie, dona de um sebo de livros (sonhos mais loucos e profundos de mim! rsrrsrrsrs). 


Trecho:

"Noite quente de verão. Para ser exata, estamos no primeiro sábado do mês de agosto. As estrelas nunca brilharam tanto. Estou sentada na janela do meu quarto, admirando esse espetáculo deslumbrante e pensando nas coisas que me aconteceram naquele verão.

Eu era outra Jenna Hudson.

A lembrança dói. Meu cérebro tenta descobrir onde fica exatamente a dor, mas logo desiste, porque tudo dói.

Estou cansada de viver como se já fosse uma pessoa adulta e madura. Gostaria de voltar a ser criança – uma garotinha de seis anos que caiu da bicicleta. Gostaria de fazer cara de choro e correr aos berros para a cozinha, onde minha mãe me ergueria do chão, me daria um forte abraço e beijaria meu joelho esfolado. Eu pararia de chorar e tomaria leite com chocolate para a dor passar.

Essa é uma das coisas que as pessoas não nos ensinam quando falam de crescer: como lidar com as dores que não passam com um beijo."






Toda Mafalda - Quino




Olá, pessoas! Finalmente, arrumando um tempinho nessa rotina terrível que estou levando, vim aqui no blog fazer um review do livro Toda Mafalda, do Quino. Quem me conhece sabe que sou fã da Mafalda e toda sua turma, aliás falei sobre todos os personagens e sobre o "universo" das tirinhas da Mafalda AQUI, vale a pena conferir.


Ao contrário de todos os livros que eu comentei aqui (que podem ou não conter imagens), este livro é feito em quadrinhos. Só em quadrinhos. Assim, podem ser mostradas situações cotidianas da vida de crianças de um modo mais abrangente e leve, sem ter um formato "piadinha" que teria se fosse somente escrito.


O Quino sempre se utilizou da simplicidade infantil da Mafalda para fazer análises políticas muito importantes. Também criticou a sociedade argentina e os costumes da época de maneira brilhante. É interessante se observar neste livro o desenvolvimento dos personagens. Além de algumas mudanças físicas, pequenas mas muito reparáveis, vê-se o amadurecimento de Mafalda psicologicamente, mostrando assuntos cada vez mais polêmicos para, logo depois, mostrar tirinhas de preocupações infantis, como a escola.

Esta edição contém todas as tirinhas publicadas por Quino, da primeira à última, e mostram, com muito humor e carisma, que ser politizado e consciente não significa ser pessimista, e, principalmente, não significa ser adulto. São 420 páginas de um humor pertinente, que mostram que para ser inteligente não precisa ser sério, chato e cansativo. Uma obra para todas as idades. Se uma criança ler as tirinhas, ela vai entender e dar risada (muita). Se um adulto ler, ele vai entender, dar risada e, principalmente, irá refletir sobre. 

Eu sempre achei o humor do Quino, emprestado à Mafalda, de altíssimo nível. É realmente um livro para ler, reler, ler de novo e de novo... e quando terminar, passar para os filhos lerem, relerem e lerem de novo, e de novo...


Há! Não me aguentei, e vou ilustrar o que digitei até agora (pra quem leu, né!). Pincei algumas tirinhas, tarefa nada fácil, mas vou colocar assim mesmo. Espero que gostem!



O Jogo do Anjo



Quando uma pessoa completamente desnorteada, recebe uma indicação de uma outra pessoa completamente desorientada, sobre um livro, nem sempre dá certo. Foi o que me aconteceu. Um amigo me indicou o Jogo do Anjo, mas não me falou que era o segundo volume da obra do autor isso é amigo? vê se pode!?. Bom, admito que não atrapalhou em nada a leitura, até por que não percebi ser uma continuação é, ainda continuo desnorteada. Mas, deixando tudo isso de lado, vamos à história, e ao que achei sobre este livro.


Sinopse:

"Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais.
Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral."


Opinião do Deputamadre: 

O Jogo do Anjo me conquistou logo de cara. O livro é uma história policial ultimamente tenho lido muito suspense policial, com grandes doses de suspense sobrenatural. Isso é bastante novo pra mim, pois sempre fugi de livros com histórias sobrenaturais medrosa que só, mas garanto que ele não possui nada de assustar o leitor, pelo contrário, é bastante envolvente. A obra é narrada em primeira pessoa e eu adoro isso tanto nos livros como nos filmes, pelo protagonista, com um ponto de vista irônico e amargurado de um homem que está na casa dos 30 anos, que perdeu o grande amor de sua vida para seu "mentor e melhor amigo", que está afastado de seus amigos, e que teve seu livro massacrado pela crítica.

É um livro que aborda assuntos como fé, religião, filosofia, mistério, assassinato, suicídio, perseguição, perda, abandono, loucura, traição, companheirismo, dentre vários outros, e é por isso que achei O Jogo do Anjo um livro completo em todos os sentidos. O livro também tem sua dose de romance e ação. Quanto ao romance, não gostei muito. Cristina foi uma personagem que não me cativou (a única, por sinal). O ponto alto mesmo é o mistério com relação ao antigo ecritor que morava na casa de David - protagonista - antes dele. O mistério em volta do patrão é outro que também te prende ao livro.

O final do livro é controverso porque deixa umas pontas soltas, mas como a narrativa é descrita pelo o olhar do David, toda a trama é subjetiva e parcial. Eu gostei bastante do final, e não mudaria nem uma vírgula.

Bom pessoas que leram o post até aqui, a leitura de O Jogo do Anjo foi uma dependência. Consumiu- me, agarrou-me e controlou meus pensamentos de uma forma bastante intensa. Nos últimos dias não consegui pensar em outra coisa, a não ser na história. A leitura foi viciante e acelerada. Quando finalmente terminei de lê-lo, me bateu uma tristesa enorme, de nostalgia, de saudade, de qualquer coisa. Talvez seja essa coisa da "alma" dos livros como Sempere dizia...  Vale a pena ler, eu recomendo!
                      

                      

A Rainha do Castelo de Ar

Sinopse:
Neste terceiro e último volume da série, Lisbeth Salander se recupera, num hospital, de ferimentos que quase lhe tiraram a vida, enquanto Mikael Blomkvist procura conduzir uma investigação paralela que prove a inocência de sua amiga, acusada de vários crimes. Mas a jovem não fica parada, e muito mais do que uma chance para defender-se, ela quer uma oportunidade para dar o troco. E agora conta com excelentes aliados. Além de Mikael, estão nessa jornada Annika Giannini, advogada especializada em defender mulheres vítimas de violência, e o inspetor Jan Bublanski, que segue sua própria linha investigativa, na contramão da promotoria.Com a ajuda deles, Lisbeth está muito perto de desmantelar um plano sórdido que durante anos se articulou nos subterrâneos do Estado sueco, um complô em cujo centro está um perigoso espião russo que ela já tentou matar.




Comentário do Deputamadre:

Enfim, o fim. Depois de passar muitas semanas com Lisbeth Salander, Mikael Blomkvist e companhia, terminei a trilogia Millennium de Stieg Larsson. O livro retorna depois de toda emoção e adrenalina de A Menina que Brincava com Fogo. A melhor sensação do livro, é o desfecho de toda investigação, acompanhar a solução de todos os mistérios da trama (todos mesmo). Claro que depois de tudo isso, o Stieg Larsson nos reservou um pouco mais de adrenalina, mas isso você só vai ficar sabendo se ler o livro. 

A trilogia é brilhante, e o último volume, com suas 688 páginas, não deixa nada a desejar se comparado com os dois primeiros da série. Ele é cheio de suspense, corrupção, investigações, abuso de poder, enfim, aborda diversos assuntos que consegue deixar o leitor com uma curiosidade enorme, e assim o prende da primeira a última página.

O que merece um parágrafo a parte é Mikael Blomkvist e seu mel. Gente, ele é "Ô Cara"! Acredito que todos os homens que leram a trilogia admiram e invejam o protagonista. Fala sério pessoal, durante os três livros ficamos sabendo que Mikael é um conquistador e tanto, e neles é citado seu envolvimento com Erika, Lisbeth, Harriet e Rosa. Fora as pobres que nem possuem o nome citado meras figurantes, afff.



Parte ruim:

Eu achei o último volume um pouco complicado devido ao grande número de personagens e com nomes bem complicados para ajudar. E confesso que em alguns momentos da leitura eu cheguei a xingar o autor! Gente, em certos trechos do livro, ele parece minha avó contando histórias. Para ligar tal personagem ao enredo central, ele volta bem atrás e vem contando tudo nos mínimos detalhes, isso é ótimo pois enriquece, mas se for em exagero torna a leitura muito tediosa. Esses mínimos detalhes cansam muito, e ele é extremamente detalhista, o que como já disse, é bom, mas as vezes prejudica.  Os pontos negativos, ao meu ver, são esses, que em balanço com os positivos não fazem nem cócegas!


A trilogia é composta por:

-> Os Homens que Não Amavam as Mulheres (falei sobre aqui), que tem 522 páginas.
-> A Menina que Brincava com Fogo (falei sobre aqui), que tem 607 páginas.
-> A Rainha do Castelo de Ar, que tem 688 páginas.





Em suma, os três livros são fascinantes, Stieg Larsson tinha uma criatividade e tanto, e volto a afirmar que os livros parecem terem sido escritos para virarem filme mesmo, acho que o autor teve essa idéia desde o início. Vale muito a pena ler, principalmente se você gosta de suspenses policiais, é uma ótima opção!


Espero que tenham gostado!
Bjok's e até!
;)

O Mundo de Sofia

Olá pessoas!
Eu particularmente adoro este livro, e ainda não havia feito uma resenha para ele, até que um amigo meu me cobrou isso vê se pode!! Estava planejando sim, fazer uma resenha para essa obra, mas em posts vindouros... Mas a cobrança foi tanta, que resolvi por livre e espontânea pressão postar a resenha hoje. Mas, tenho que dizer, foi muito bom resenhar a história deste livro, é sempre bom quando se gosta da obra. Então, vamos lá!








O Mundo de Sofia é um romance envolvente que, de forma natural e didática, introduz a História da Filosofia dando rápidas pinceladas sobre o seu desenrolar no Ocidente. Levanta as principais questões estudadas pelos pensadores de todos os tempos: Platão, Aristóteles, Demócrito, Hegel, Kant, René Descartes... Embora muitas pessoas acharem que este livro é só um breve curso de introdução filosófica, O Mundo de Sofia é cheio de suspense e aventura.

Sofia Amudsen, personagem central do livro, é uma jovem estudante que vê a sua vida mudar completamente por conta de cartas anônimas com as mais diversas questões existenciais: Quem é você? De onde você vem? Como começou o mundo? E, a partir desta nova percepção, a garota  descobre o quão pouco sabemos sobre este mesmo mundo onde vivemos.

Jostein Gaarder escreveu esta obra de forma nada erudita, mas com uma narrativa em estilo romancista, e leva o leitor ao fantástico mundo da história da filosofia. Eu, pelo menos, adorei a maneira sutil que o autor conduz a história, sem cansar quem a está lendo. São quase 600 páginas, e você nem sente elas passarem...

Sou um pouco suspeita para comentar, gosto muito de história e filosofia quem me conhece sabe disso, mas acredito que aquelas pessoas que não são muito fãs do assunto leriam O Mundo de Sofia numa boa. Em suma, ele é um romance didático cheio de suspense e aventura. Duvida? Só lendo para comprovar!

Espero que tenham gostado!
Bjok's e até!
;)



A Batalha do Apocalipse

"Mas eis que chega o momento do Apocalipse..."



Começo meus trabalhos no Deputamadre, versão 2011, dando uma dica de leitura fantástica! Vamos lá!

Apesar das quase 600 páginas quase terem quebrado meus, já frágeis, pulsos na hora de segurar o livro, a leitura foi surpreendente! Admito que o que me motivou inicialmente foi a capa, linda, linda! E também o fato de eu preferir anjos a certos vampiros... Mas, essa parte eu vou pular... (hehehehehehe). Eu não sabia bem o que esperar da história, e minha reação ao ler o primeiro capítulo foi: "UAU!!".
O livro é incrível, e a originalidade que o Eduardo Spohr usou em sua criação me agradou muito.

O mundo apocalíptico e anjos caídos são o foco principal desta epopéia que passa por momentos históricos da antiguidade até os dias atuais. Nephilins, anjos e arcanjos estão em luta e as trombetas que anunciam o apocalipse estão tocando. 

Existem muitos personagens, todos eles riquíssimos na descrição física e moral, e muito bem detalhados, onde nenhum deles é bom inteiramente ou mau completamente.
Ablon é o mártir desta história, é aquele típico herói de instintos, justiça e ideais inabaláveis, ele é da casta dos querubins e foi líder dos Renegados que lutavam contra Miguel (o arcanjo). Temos também a Shamira, uma necromante humana, talvez seja meu personagem favorito (é difícil escolher apenas um), ela é extremamente inteligente, corajosa e sedutora. Lúcifer, Gabriel, Orion, Lilith e Amael são alguns dos vários personagens que você se depara ao ler este livro.

Achei muito interessante a forma que o autor consegue ir e vir algumas centenas de anos, e, ainda assim, conseguir manter a curiosidade e o suspense sobre o que vai acontecer. A história passa pela Babilônia, pelo dilúvio bíblico, Constantinopla e a Terra Santa, por Sodoma, pelo Inferno, pelo Brasil e Palestina dos dias atuais, e vários outros...

Parte ruim:
Quem me conhece sabe que sou muito crítica, e extremamente detalhista. Embora eu tenha A-DO-RA-DO o livro, não pude deixar de notar algumas pequenas falhas, como a dos extensos flashbacks que, na minha opinião, deveriam ser bem menores. Há também uma irritante utilização de sinônimos, em vez de "Ablon falou", por exemplo, era sempre "o Anjo Renegado falou", "o general falou", "o querubim", "o guerreiro"... E, infelizmente, isso não acontece só com esse personagem, enquanto você não se habituar com os adjetivos criados pelo autor, tem que recorrer ao glossário para saber de que ou quem ele está se referindo. Fora os pequenos erros que passaram batidos pela revisão, mas nada que prejudique.

Sem sombra de dúvidas, A Batalha do Apocalipse é uma ótima história de ação, suspense, e que possui um romance de primeira (nada de beijinhos e abracinhos, mas com um amor épico que atravessa milênios).
Eu adoraria que este livro fosse uma série, mas vi no blog do autor (Filosofia Nerd) que não haverá continuação.

E como eu já havia dito no meu perfil do Skoob (veja aqui):

Os "vampiros estrangeiros" que se cuidem, pois os "anjos brasileiros" estão dando um show!


Espero que tenham gostado da dica de hoje!
Bjok's e até!
;)

A Menina Que Brincava Com Fogo

"Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade."




Gente, eu acabei de ler o livro e vim correndo contar para vocês. Sabe aquele tipo de história que te deixa diversas vezes de boca aberta e com os olhos arregalados? Não me admira que os direitos dos livros da trilogia Millennium tenham sido comprados para virar filmes, durante toda a leitura eu imaginava que Stieg Larsson só poderia ter escrito os livros com esse fim em mente. Bem, vamos então ao que interessa!

O segundo livro da série, A menina que brincava com fogo, não teve toda aquela introdução extensa do livro de estreia, o que ajudou bastante no fluir da leitura. O mistério, suspense e a emoção estão presentes em toda a narrativa. É impressionante a capacidade que o autor tem  de costurar cada trama uma na outra, ligando os enredos, nos mostrando os motivos de cada ação e, de forma brilhante, consegue nos surpreender mais de uma vez durante as 608 páginas da obra. Muitas vezes me peguei boquiaberta com as revelações feitas, o cara era um escritor magnífico e de imensa criatividade.

Nesse segundo livro, o suspense segue a trama após 2 anos dos eventos ocorridos no primeiro volume. Depois que todo o mistério em torno do desaparecimento de Harriet Vanger foi solucionado, Mikael Blomkivst se vê mergulhado em mais um caso intrigante. Um jornalista, que passa a colaborar na redação da Revista Millennium, está prestes a publicar um livro que traz à tona um escândalo de grandes proporções: o comércio do sexo na Suécia, que envolve pessoas do alto escalão, drogas, tráfico de mulheres, num cenário de muita corrupção, assassinatos e caos.

Paralelo a tudo isso, Lisbeth Salander, confusa quanto ao seu envolvimento com Mikael Blomkvist durante o caso Vanger, resolve isolar-se do mundo. Mas Salander mantém ainda em mistério sua vida conturbada e se vê de repente envolvida numa acusação de assassinato que vai lhe custar muita correria.

É difícil não gostar de Lisbeth, enquanto leitora, mas que a garota é complexa, ah isso ela é. Uma antissocial, uma fumante, uma hacker, uma incendiária, uma pessoa que sofreu - e ainda sofre - os mais diversos abusos... É uma personagem muito bem construída, envolvente, e que encanta pela inteligência, audácia e habilidade, além de se mostrar frágil por trás de uma aparência dura e insensível. Sua introspecção revela o quanto ela pode ser mais do que se pode imaginar. A força de toda história concentra-se em sua figura e é através dela que vamos aos poucos ligando fatos, criando hipóteses e desvendando pistas para entender todo o suspense acerca dos envolvidos nessa intrigante história.

A menina que brincava com fogo não gosta de homens que não amam as mulheres e isso resulta em um enredo alucinante, fascinante e cheio de surpresas!

Fica a dica! ;)


Memórias De Uma Gueixa



Sinopse:


"Memórias de uma Gueixa" é um romance fascinante, para ser lido de várias maneiras: como um mergulho na tradicional cultura japonesa, ou um romance sobre a sexualidade, e ainda, como uma descrição minuciosa da alma de uma mulher já apresentada por um homem. Seu relato tem início numa vila pobre de pescadores, em 1929, onde a menina de nove anos é tirada de casa e vendida como escrava. Pouco a pouco, vamos acompanhar sua transformação pelas artes da dança e da música, do vestuário e da maquiagem; e a educação para detalhes como a maneira de servir saquê revelando apenas um ponto do lado interno do pulso - armas e mais armas para as batalhas pela atenção dos homens. Mas a Segunda Guerra Mundial força o fechamento das casas de gueixas e Sayuri vê-se forçada a se reinventar em outros termos, em outras paisagens.

Opinião do Deputamadre:

Embora seja ficção, a narrativa passa uma ideia de biografia (que eu adoro!), aliás, parece que Sayuri está sentada ao nosso lado, nos contando sua vida.
 A leitura é leve e agradável. É uma história doce, que passa a sensação de verdadeira, de uma vida conturbada, cheia de altos e baixos, de determinação e superação e de vitória.
Além disso, o livro é muito rico em detalhes, adorei as descrições das roupas, da maquiagem, dos lugares... E saber mais sobre a fascinante cultura japonesa e as tradições das gueixas foi maravilhoso.
Mas é um romance simples, embora uma ou outra parte nos deixe com certa expectativa, não tem nada de muito empolgante... Não é aquele livro que te deixa ansioso pelo final, sabe?! Aquele que te faz virar a noite ou aproveitar qualquer minutinho pra ler mais um pouco! Pelo menos comigo foi assim, e isso me decepcionou bastante!
Eu gostei do livro, mas não entrou pros favoritos!


Do Filme:

Quanto ao filme, eu gostei bastante, ele  foi fiel ao livro a medida do possível e conseguiu manter a sensibilidade e a beleza da estória.
 Destaco a atriz Gong Li, que foi brilhante e impecável no papel de Hatsumomo. Os olhos dela ardiam em chamas, assim como os de Hatsumomo no livro. Já a atriz Zhangi Ziyi, ao meu ver, deixou um pouco a desejar... Muito insossa, sem sal... penso que ela não conseguiu passar toda a intensidade de Sayuri. Destaco também a atriz Michelle Yeoh (Mameha) , que foi PERFEITA! Excelente atuação!



Bom, recado dado!
Espero que aproveitem...

Bjoks!
;)

Os Homens Que Não Amavam As Mulheres



Como algumas vezes eu me dou o direito de dar dicas de livros por aqui, hoje vou indicar mais um, o primeiro da trilogia Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres. Poderia indicar também  o segundo: A Menina Que Brincava Com Fogo, mas esse eu ainda não terminei de ler (mas digo de ante mão, indicarei brevemente, é viciante!).

 Eu gostei bastante porque normalmente nós vemos pessoas super adeptas da leitura e que detestam esses best-sellers “sucesso total”. É verdade, alguns são mesmo ruins e apelam pros clichês pra se saírem bem. Mas essa trilogia do Stieg Larsson é diferente. Os livros são ficções completas - é claro -  mas o autor dá tantos detalhes e detalhes tão minimamente explicados que a história se torna tão interessante quanto algo baseado em fatos reais. Sem contar que as histórias giram em torno de problemas pouco abordados em outros livros, como crimes econômicos e empresariais. Este livro é um enigma a portas fechadas!
A história é muito intrigante (sem falar viciante) porque não gira só em torno de mortes completamente bizarras ou brutais. Ela tem DE TUDO: crimes financeiros de grandes empresários, religião, tortura, casos clássicos de cuckoldismo, lesbianismo, humor, veadagem, exploração sexual, E MUITOS sádicos estupradores suecos.

Eu poderia dizer que o livro me lembrou um pouco O Código Da Vinci do Dan Brown, MAS, só em dois aspectos: a parte do assassino improvável e a parte de ser um romance que te prende muito.
Apesar disso, o livro tem um clima totalmente próprio e o segundo não segue a mesma linha do primeiro, como nos livros do Dan Brown. Sem querer dizer que as histórias do Larsson são mais complicadas e é um livro onde se tem que prestar uma certa atenção na hora de ler.

Parte meio ruim: (que na realidade, é só mais uma opinião minha) Nunca gostei muito de livros que enrolassem muito para chegar à parte principal da história. Infelizmente, esses tem disso, mas o bom, é que o autor leva a história de um jeito agradável até o ponto principal, com pequenos acontecimentos que mesmo não tendo muita importância, são interessantes.
A única coisa de tudo isso que eu não gostei MESMO, foi a idéia de fazerem filmes para a trilogia. O primeiro já saiu - num filme bem longo - o que já era esperado. Ainda não assisti, mas tenho medo de me decepcionar como já aconteceu muitas vezes em que vi filmes baseados em livros...
Mas pelo que vi no cartaz (mais uma decepção), o filme tem uma personagem muito diferente da original, muito bonita, muito maqueada e muito gostosa para o que ela deveria ser realmente... Sem querer dizer que o ator que assumiu o papel principal tem uma cara de bobalhão... (UÓ).


Enfim, dou a dica do livro, mas enquanto não ver o filme não me pronuncio sobre ele. Se for legal, depois passo o papo.
Bjoks!
;)


O Menino do Pijama Listrado

"A infância é medida pelos sons e cheiros e paisagens, antes da hora escura que a razão cresce."






A história:

A própria orelha do livro afirma que esta é uma história que você deve começar a ler sem saber nada sobre a trama. Sendo assim, eu irei dar só algumas informações.
Ele conta a história de Bruno, um garoto explorador de nove anos, filho de um coronel nazista. Este é promovido para trabalhar em um campo de concentração, e a família ver-se obrigada a se mudarem de Berlim para Auschwitz. Desta maneira, Bruno se sente sozinho em meio a um ambiente inóspito. Sem frequentar a escola, sente falta dos amigos e de pessoas de sua idade com quem possa brincar.

Vizinho a sua nova casa, há o que Bruno acredita ser uma fazenda, na qual todos os fazendeiros usam pijamas listrados. Ele avista crianças nesse local, e os imagina como futuros amigos, porém ele é proibido de ir até lá. Com sua natural curiosidade infantil, Bruno explora os arredores e acaba ficando amigo de Shmuel, garoto judeu, com a mesma idade que a sua. A amizade se desenvolve tendo como separação a cerca enorme de arame, que separa esses mundos tão distintos na aparência, mas tão semelhantes em sua essência. E assim começa a história de Bruno.


Opinião do Deputamadre:

Li esse livro em questão de horas, muito bem narrado e realmente prende o leitor até o fim.
Não é só mais um livro que trata sobre a Segunda Guerra Mundial, Nazismo e as infames doidices de Hitler, é mais que isso, ele trata todos esses assuntos, porém, com uma vertente diferente, sob o olhar inocente de uma criança. O  menino cria todo um mundo de fantasias em meio a a uma realidade tão cruel , e é até um pouco engraçado (e comovente, admito) vê como as crianças encaram a realidade de uma maneira tão bela e ingênua. Gostei bastante da sutileza utilizada na trama, em toda ela.
Confesso que achei o final um pouco previsível, mas digo de ante mão: isso não tira a beleza da história, e nem tira o interesse do leitor em ir até o final.


O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

Vale a pena conferir!!!