Sobre mim...

As pessoas tem o costume de dizer que uma imagem vale mais que mil palavras...
Sendo assim, falarei sobre mim através de imagens (apenas imagens), e vamos ver o que eu vou conseguir "despertar" com isso...
Talvez a brincadeira se torne interessante... (eu pelo menos A-DO-REI procurar imagens que me revelassem...)
Vamos lá!



->Eu sou:



-> Me faz sorrir:




-> Me deixa triste:




-> Me faz chorar:




-> Um livro:




-> Um filme:




 -> Minha cor:



-> Uma minissérie:




 -> Uma viagem:






-> Um hobby:





-> Um presente:






-> Uma recordação boa:








-> Uma recordação ruim:




-> Minha bebida:





-> O cheiro:




-> Um vício:





-> Minha música:



-> Um pecado:






-> Um sonho:





Não precisamos só de palavras para demonstrar quem verdadeiramente somos, algumas imagens fazem isso perfeitamente bem, mas acredito que mais que palavras e imagens, nossas ações é que determinam nosso "eu".
Essa brincadeirinha aí me causou um certo medo, confesso, as vezes nossa verdade nos assusta...  mas é sempre bom buscar no nosso íntimo respostas para sabermos quem nós somos, do que gostamos (e odiamos...), nunca é tarde para se conhecer! 

Bjoks e até!
;)


As rosas não falam

 Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão,
Enfim

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim

Queixo-me às rosas,
Mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai

Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim

                 (Cartola)

Tristeza...


A tristeza é um sentimento que nos procura e ocupa muitas vezes.
Mas algumas vezes ficamos tristes sem saber porquê, sentimo-nos tristes e não conseguimos identificar a origem da tristeza.
Talvez seja um conjunto de pequenas coisas somadas, ou algo que nos tocou e não nos recordamos ...
Hoje estou assim, estou triste, mas sei o motivo.Tudo bem que ele envolve uma porção de talvez: talvez seja saudades, talvez seja por eu não ter me acostumado com a idéia da morte... talvez seja o fato de eu saber que nunca mais voltarei a ter o que melhor Deus criou: colo de mãe. Talvez seja tudo isso junto. Mas o mais importante motivo eu reconheço, e estou castigada a levá-lo comigo o resto de minha vida. Ausência, este é meu motivo. Ausência de um determinado cheiro, ausência de um determinado abraço, ausência de um determinado "cuidado", ausência de uma determinada gargalhada, ausência de uma determinada voz... e assim sigo, levando esse fardo de ausências comigo. 
 Alguém só me responde, por favor, se existe uma maneira de arrancar a tristeza e o sofrimento de um coração. É isso mesmo, eu só quero saber como faz para cessar essa enorme dor que está aqui dentro. E não venha me dizer que sofrimento de vez em quando faz bem, por que eu sei muito bem que isso não é verdade...


"Kerlynha tá difícil? Tudo bem. Você é de ferro, e aço só se tempera na porrada mesmo..."
Parece profecia...


(desculpem, mas não consigo escrever mais nada.Agora a ausência é de palavras... minha dor silencia.)

"Gosto dos venenos mais fortes..."

Hoje acordei melancólica, pensativa...
Não me dou muito bem com essas datas fúnebres... (acho que amanhã a situação piora...)
Vasculhei aqui a minha pasta de textos aleatórios e achei que este, talvez , fosse o mais indicado para a ocasião... Acredito que quando não conseguimos traduzir nossos pensamentos em palavras, podemos, quase sempre, nos encontrar nas de outra pessoa.
Este é um texto de "Clarice Lispector", e me encontro tão verdadeiramente nessas palavras, que as vezes acho que eu mesma escrevi. E como costumo dizer: ele é um reflexo do meu espelho...
Espero que gostem...





"Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!!!"


(Clarice Lispector)

Pagu - (Reflexo do meu espelho)





Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Eu sou pau prá toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Minha força não é bruta
Não sou freira
Nem sou puta...
Porque nem
Toda feiticeira é corcunda
Nem
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Fama de porra louca
Tudo bem!
Minha mãe é Maria Ninguém
Não sou atriz
Modelo, dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem
Toda feiticeira é corcunda
Nem
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem...

(Rita Lee/Zélia Duncan)

Racismo x Adaptação

Alguns ainda se lembrarão da polêmica que envolveu a Microsoft através da sua filial polaca, tudo porque esta resolveu, numa publicidade, substituir a cabeça de um homem mulato pela de um homem branco. "Racismo!" Gritaram logo os habituais setores exaltados da sociedade. "Perdão!" Disse apressadamente a empresa americana.
Quem conseguir aliar o bom senso ao mínimo conhecimento do mundo, saberá que a "identificação" é algo de essencial na publicidade. O público-alvo tem de se identificar com as coisas que vê.
Gente, na Polônia não há negros. E, mesmo havendo, não seriam mais do que uma parcela insignificante das várias dezenas de milhões de habitantes que o país tem, logo, um anúncio com um mulato lá metido, não tem nada a ver com o público-alvo.

Por cá, apesar de os não-brancos não chegarem a, parece, 2% da população, já vai havendo o hábito de exagerar a proporção incluindo sempre alguém mais escuro (nunca preto ou indiano) de forma a contentar os espíritos politicamente corretos.

Mas, na Polônia não o fizeram e,caiu o Carmo e a Trindade. Curiosamente, tivemos acesso a outro caso semelhante, e que envolveu a série de desenho animado "Os Simpsons". Estes, como sabem, são orgulhosamente amarelos, mas passaram por uma cura de escurecimento para a publicidade relativa ao lançamento da série em terras africanas, mais propriamente, em Angola.

E agora? Mudaram a cor dos Simpsons (só para a publicidade),os vestiram com outras roupas, mudaram-lhes os penteados... Poxa, até alteraram a paisagem no quadro pendurado na parede! Mas, atenção, agora já não é um caso de racismo... é, apenas, adaptação ao público-alvo...


E eu pergunto, qual a diferença entre os dois casos?
As pessoas tendem a embelezar as coisas, tudo isso não passa de hipocrisia!

 

"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, sempre haverá guerra."
(Bob Marley)




Hoje a saudade bateu forte

Na falta de nossas palavras nos encontramos nas dos outros...



"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche."        (Martha Medeiros)




Se alguém perguntar por mim
Diz que fui por aí
Levando um violão debaixo do braço
Em qualquer esquina eu paro
Em qualquer botequim eu entro
Se houver motivo
É mais um samba que eu faço
Se quiserem saber se volto
Diga que sim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
Tenho um violão para me acompanhar
Tenho muitos amigos, eu sou popular
Tenho a madrugada como companheira
A saudade me dói, o meu peito me rói
Eu estou na cidade, eu estou na favela
Eu estou por aí
Sempre pensando nela

 (Diz que fui por aí, Zé Keti / Hortêncio Rocha)


"Saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos."
(Bob Marley)


Afinal, o que é mais cruel: a vida ou a morte?