A Batalha do Apocalipse

"Mas eis que chega o momento do Apocalipse..."



Começo meus trabalhos no Deputamadre, versão 2011, dando uma dica de leitura fantástica! Vamos lá!

Apesar das quase 600 páginas quase terem quebrado meus, já frágeis, pulsos na hora de segurar o livro, a leitura foi surpreendente! Admito que o que me motivou inicialmente foi a capa, linda, linda! E também o fato de eu preferir anjos a certos vampiros... Mas, essa parte eu vou pular... (hehehehehehe). Eu não sabia bem o que esperar da história, e minha reação ao ler o primeiro capítulo foi: "UAU!!".
O livro é incrível, e a originalidade que o Eduardo Spohr usou em sua criação me agradou muito.

O mundo apocalíptico e anjos caídos são o foco principal desta epopéia que passa por momentos históricos da antiguidade até os dias atuais. Nephilins, anjos e arcanjos estão em luta e as trombetas que anunciam o apocalipse estão tocando. 

Existem muitos personagens, todos eles riquíssimos na descrição física e moral, e muito bem detalhados, onde nenhum deles é bom inteiramente ou mau completamente.
Ablon é o mártir desta história, é aquele típico herói de instintos, justiça e ideais inabaláveis, ele é da casta dos querubins e foi líder dos Renegados que lutavam contra Miguel (o arcanjo). Temos também a Shamira, uma necromante humana, talvez seja meu personagem favorito (é difícil escolher apenas um), ela é extremamente inteligente, corajosa e sedutora. Lúcifer, Gabriel, Orion, Lilith e Amael são alguns dos vários personagens que você se depara ao ler este livro.

Achei muito interessante a forma que o autor consegue ir e vir algumas centenas de anos, e, ainda assim, conseguir manter a curiosidade e o suspense sobre o que vai acontecer. A história passa pela Babilônia, pelo dilúvio bíblico, Constantinopla e a Terra Santa, por Sodoma, pelo Inferno, pelo Brasil e Palestina dos dias atuais, e vários outros...

Parte ruim:
Quem me conhece sabe que sou muito crítica, e extremamente detalhista. Embora eu tenha A-DO-RA-DO o livro, não pude deixar de notar algumas pequenas falhas, como a dos extensos flashbacks que, na minha opinião, deveriam ser bem menores. Há também uma irritante utilização de sinônimos, em vez de "Ablon falou", por exemplo, era sempre "o Anjo Renegado falou", "o general falou", "o querubim", "o guerreiro"... E, infelizmente, isso não acontece só com esse personagem, enquanto você não se habituar com os adjetivos criados pelo autor, tem que recorrer ao glossário para saber de que ou quem ele está se referindo. Fora os pequenos erros que passaram batidos pela revisão, mas nada que prejudique.

Sem sombra de dúvidas, A Batalha do Apocalipse é uma ótima história de ação, suspense, e que possui um romance de primeira (nada de beijinhos e abracinhos, mas com um amor épico que atravessa milênios).
Eu adoraria que este livro fosse uma série, mas vi no blog do autor (Filosofia Nerd) que não haverá continuação.

E como eu já havia dito no meu perfil do Skoob (veja aqui):

Os "vampiros estrangeiros" que se cuidem, pois os "anjos brasileiros" estão dando um show!


Espero que tenham gostado da dica de hoje!
Bjok's e até!
;)

Voltando de Cara Nova!


Olá pessoal!! Eu quis modificar a "roupagem" do Deputamadre para esse início de 2011, acho que ficou bem legal. Então, estamos voltando das férias de cara nova! O que vocês acharam?


Bjok's e até!
;)

Em 2010 eu...


Em 2010 eu...

1) Fui madrinha de casamento do meu irmão;
2) Comecei a praticar Yoga;
3) Levei alguns tombos;
4) Aprendi a fazer alguns pratos deliciosos;
5) Li 14 livros, menos que em 2009, achei pouco... Gostaria de ter lido mais;
6) Perdi minha avó... a que me criou como filha, a que adotei como mãe depois que perdi a minha;
7) Recebi a notícia de que vou ganhar mais um sobrinho;
8) Ganhei um computador novo;
9) Estudei como uma louca;
10) Fui à praia menos do que queria;
11) Pelas minhas contas, tive menos crise de enxaqueca;
12) Criei um blog só meu;
13) Tive a crise alérgica mais forte da minha vida;
14) Comecei a tentar conviver melhor com pessoas, que no meu ponto de vista são difíceis;
15) Senti tanta saudade que achei que fosse morrer disso;
16) Fui a shows inesquecíveis;
17) Ganhei vários presentes;
18) Parei de fazer algumas coisas que gosto;
19) Chorei muito, mas também dei muita risada;

20) Descobri muita coisa em mim, e algumas foram: tenho muita paciência, sou muito teimosa, tenho dificuldade em dizer "não", sou fria quando quero, sou consumista de primeira linha, e adoro mandar;
21) Perdi alguns medos;
22) Descobri novas amizades;
23) Conheci novos lugares;
24) Comprei muita coisa;
25) Dei uma nova chance ao amor;
26) Aprendi a ser mais forte;
27) Tentei ouvir mais e falar menos, mas não consegui;
28) Cuidei mais dos outros do que de mim;
29) Me tornei uma "empresária";
30) Não consegui fazer nem metade do que planejei para esse ano...

No meu último post de 2010, queria fazer essa reflexão... Façam a de vocês, não precisam colocar em linhas, mas em suas mentes, vejam o que conseguiram ou não nesse ano que se acaba em breve.

Desejo à todos um maravilhoso 2011! Que nele tenhamos mais paz e menos violência, mais amor e menos rancor, mais sorrisos do que lágrimas, mais alegrias e menos tragédias...
Até ano que vem pessoal!!!




Feliz Ano Novo!!!

Um Bocado Certo! - Parte III


“Porque eu me imaginava mais forte.
Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava.
Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente.
Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.
É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque ainda não sei ceder.
É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria – e não o que é.
É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele.
É também porque eu me ofendo à toa.
É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa.
É porque sou muito possessiva...”


Clarice Lispector - Felicidade Clandestina.

Meu amor pela leitura

Comecei a ler porque quando criança, via minha mãe lendo todas as noites antes de ir dormir. Eu deitava minha cabeça ao lado da dela para tentar acompanhar a leitura. Estar ali ao seu lado e ouvindo sua voz firme e ao mesmo tempo macia, era fantástico! É uma das minhas lembranças prediletas: minha iniciação à leitura, o surgimento do amor pelos livros. Ela passou a me dar livros de presente (todos de acordo com a minha idade), e eu os devorava como se fossem brigadeiros... Hoje em dia, não posso mais devorar os brigadeiros, mas os livros... 

Insônia

Essa época do ano me deixou de fazer bem há alguns anos. Durante o dia um milhão de pessoas ficam ao meu redor, todas com aquele famoso "Espírito Natalino", todo mundo cheio de alegria, com desejo de fazer o bem... Não que eu não possua esse sentimento de confraternização, sim, ele me toma também, mas ele vai embora todas as noites, é só eu encostar minha cabeça no travesseiro, e é nesse momento que as recordações de outrora cercam minha mente, afugentando toda e qualquer alegria, dando espaço para a saudade, a tristeza e por fim a insônia. Meu querido Morpheu tem me abandonado esses dias. Há muito tempo não tenho um Natal e um Reveillon completo de alegrias, sempre me falta algo, sempre me faltará... E essa falta me visita todas as noites quando estou só, querendo dormir feliz da mesma maneira que passei o dia, enquanto estava cercada de pessoas que amo. O sono se vai, e o lanche de analgésicos não o traz de volta. Depois de inúmeras tentativas, acabo desistindo e deixo as recordações tomarem o lugar do meu descanso, da minha alegria, da minha paz (é sempre mais forte do que eu)... Tomara que 2011 chegue logo, para esse clima de fim de ano ir embora e finalmente eu poder dormir uma noite inteira, e assim, poder sonhar de olhos fechados e não mais ter pesadelos com eles abertos...

"How How How..."



Um Feliz Natal à todos!