# Música da Vez

Isso sim é amor...
 

 
 
Último Romance - Los Hermanos
 
Eu encontrei quando não quis
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
Antes um mês e eu já não sei
E até quem me vê lendo o jornal
Na fila do pão, sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
Afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei e quis duvidar
Tanto clichê deve não ser
Você me falou pr'eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver eu penso em trocar
A minha TV num jeito de te levar
A qualquer lugar que você queira
E ir onde o vento for
Que pra nós dois
Sair de casa já é se aventurar
Ah vai, me diz o que é o sossego
Que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar

# Tira de Segunda

Sistema de cotas para inteligentes! Ótimo começar a semana com a acidez do Solon.

O que eu aprendi no ENEM 2012


"Minha vida é andar por esse país, pra ver se um dia descanso feliiiiz...!"
Um Beijo pra quem leu cantando! =*
Há! Roubei essa imagem lá da Gi do Insôônia .

Trecho de Quinta # 31


"A vida é tão maravilhosa porque também é feita de colos, de feridas que cicatrizam, de amigos que celebram ou choram junto. Feita de pessoas apaixonadas e apaixonantes, possíveis e impossíveis, pessoas que machucam, pessoas que chegam pra curar."

Marla de Queiroz

My Mother In Me

Ela mora em mim. E dorme. De vez em quando desperta, com um pedaço de memória caída no chão, mas logo volta a dormir. Ela mora em mim e às vezes se mexe, procurando uma posição mais confortável. Eu tento não fazer muito barulho. Confesso que, por alguns instantes, quase sem querer, vejo um pedaço do seu rosto ou do seu corpo. E me lembro do quanto é bonita. Ela mora em mim e às vezes fala com a minha voz, sonha com meus sonhos, ri com o meu riso, se move com minhas pernas, abraça com meus braços. Ela mora em mim e ama com o meu coração. Ela e o amor que sinto por ela se misturam na cama macia que existe dentro de mim. Ela morando em mim, me faz melhor. Olho para mim, vejo o meu amor e vejo a mim mesma. Eu me lembro de mim. Lembro da felicidade e da nobreza do amor que construímos. Altruísta, leve, generoso, amor que se faz feliz ao ver o outro feliz. Ela mora em mim e me faz mais forte. Nunca, em toda a minha vida, tive tanta coragem. Nunca fiz tanto ao mesmo tempo. Ela mora em mim, e faz ainda maior o meu amor por mim mesma. Sou coragem e completude. Ela mora em mim e continuamos sendo duas. Porque ela mora sozinha em mim. E eu continuo respeitando seu espaço, seus motivos, sua solitude. Não pergunto por quê. Não há porquê. Ela mora em mim e será sempre assim. Dentro de mim ela me faz maior para cuidar dos nossos. Dentro de mim ela se faz mais amor para amar o outro. Ela mora em mim com seu amor bonito pelo próximo. Que agora é meu também. Ela mora em mim com sua sabedoria de amar. Ela se mudou para dentro de mim levando seu hedonismo, seu sorriso e sua delicadeza. Acho que me tornou mais alerta também. É bem-vinda a sua inteligente desconfiança. E eu, que era doce, ganhei tempero para ser melhor. Ela mora em mim e apurou meu sabor. Mora em mim com seu olhar feliz para os céus azuis, com seu gosto pelos dias de outono, seus olhos atentos para os traços em desalinho. Ela mora em mim com seu detalhismo sarcástico, sua inteligência charmosa, seu humor (e também seu mau humor) de criança. Ela mora em mim com seu jeito de corpo. E se mesclou comigo, já não sei quem sou eu e quem é ela. Mas sei que somos duas em mim. Ela mora em mim e o meu amor nunca mais foi o mesmo, agora é amor maduro, sensível, amor muito e para poucos. Não mais amor fácil, porque é amor verdadeiro. Ela mora em mim e dorme, de portas abertas, para que esse amor, que é dela, chegue até quem mereça estar ao nosso lado.

Eu e ele - o tempo.

Fico a me perguntar por que em minha vida fica sempre essa impressão de que alguém vai, para que outro possa vir. Volto um pouco no tempo e percebo que estivemos sempre correndo um do outro. Eu e ele - o tempo.
Este parece ter sido o grande desafio: aprender a lidar com o tempo, entender que não sou dona dele. Algumas coisas aconteceram tão tarde, outras tão cedo. Ou muito de tudo ao mesmo tempo.