1º ano - Só a Verdade



Havia dias em que até o ar que eu respirava era você. Amanhecia e o Sol lá fora dizia seu nome, o silêncio do sábado chorava sua ausência. Era uma tristeza aguda, nada fazia sentido.
Perder um amor é saber-se falta. O abraço não dado, o telefonema não feito, o último beijo... Eu sabia que aquele seria o último beijo, e essa certeza maltratava. Tanta história, tantos planos, tanta falta pra tanto tempo pela frente. E um amor que doía de tão intenso, passou a doer de ausência, passou a doer de falta. Eu quis muito que você fosse o último homem na minha vida, queria ficar com você pra sempre. A gente sempre dizia que ficaríamos velhinhos juntos, lado à lado, mas o conto se desfez antes mesmo do castelo ser construído.
Sobrava a certeza de que foi melhor assim, e tantas outras certezas ruins que prefiro nem falar. Também sobrava saudade, mas faltas também fazem parte, faltas são a prova da presença. A maior dor que senti neste ano foi quando percebi que você, simplesmente, deixou de fazer falta. Não existe despertador melhor do que um adeus. Eu tive a grande surpresa de ver o tempo passar e a vontade continuar em mim, a vontade de crescer , sem armas, sem farpas... Um sorriso que, hoje, vem de dentro.
Lembra daquela peixinha do "Procurando Nemo"? Ela cantava "Continue a nadar! Continue a nadar!".
Eu nadei, e você também.


Um Beijo Bom, beijos de paz.

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Muito bom ver como mudou desde o PRIMEIRO MÊS.

Trilha Sonora do Dia



Ainda Sobre.



Quando a morte acontece, até que a gente se acostume, ela se repete muitas e seguidas vezes. Ao acordar no dia seguinte, está lá a morte novamente. A cada lembrança, outra morte. E a morte de novo, de novo, de novo e mais uma vez. Até que em nós ela morra de fato — e isso demora. Algumas vezes ela vem mais forte, mais avassaladora, e te dá uma rasteira doce e certeira. 
Para mim, a morte se renova a cada Natal, a cada 19 de agosto e 22 de outubro, a cada reunião de família e a cada dia das mães.

Minha mãe sempre gostou de rosas vermelhas, e eu herdei esse gosto dela assim como outras tantas coisas. Fui visitá-la e parabenizá-la pelo seu dia, e, como boa filha, levei as rosas que ela tanto gosta. Não dei e nem recebi abraços, beijos e nenhum olhar carinhoso. Coloquei as flores sobre um gélido mármore, olhei para uma foto borrada pelo tempo, e disse aos prantos: Feliz Dia das Mães. 

Paz





"Mas eu acredito em finais felizes. Mesmo que o sol não brilhe na manhã, eu também sei que uma hora ele sorrirá para mais um dia clarear. Sei que um amor, por mais triste que sejas, no final, restará uma grande saudade. Não pelo o que ele é, mas pelo o que ele foi."

(Victor Hugo Felipe)