Sin City - A Cidade do Pecado (o filme)

 
 
 
Certo, todo mundo sabe que adaptação nenhuma para a telona é perfeita, seja de livros, games ou HQs. Mas dizem por aí que se não pode ser perfeito, pode se aproximar bastante dessa perfeição. Bem, pelo visto Sin City, adaptado da HQ homônima de Frank Miller, chegaria nessa categoria. Só não é perfeito porque não dá para ser mesmo.
 
Uma breve palavra sobre o enredo: a estória, ou melhor, as estórias (três, no total) que se passam no filme são de três volumes da série Sin City: The Hard Goodbye, The Big Fat Kill e That Yellow Bastard. Eu não vou ficar aqui descrevendo o que acontece em cada estória; cabe ao interessado descobrir assistindo ao filme. Para quem leu os volumes, vale ver em movimento os contos das páginas do gibi, com levíssimas modificações.
Mas ei, ei! Antes dos puristas bradarem aos quatro ventos que “como ousaram mudar” e blá blá blá, cabe lembrar que tamanho infortúnio é tão vetado quanto inconsistente, já que o co-diretor do filme foi ninguém menos que o próprio Frank Miller. Sim, pequeno gafanhoto, o próprio autor da HQ. Co-dirigiu junto com Robert Rodriguez, diretor de Era Uma Vez no México. Ainda, o filme conta com um diretor convidado: Quentin Tarantino. Tem ainda nomes de peso como Bruce Willis, Mickey Rourke, Elijah Wood, Ruthger Hauer, Benício del Toro, Jessica Alba e Clive Owen (haaaaa... Clive Owen...) . Aliás, vou até colocar uma imagem do Dwight aqui, sem motivo nenhum, só para podermos olhar:
 
 
Ahhh... Dwight...
 
Enfim, como eu dizia, é impressionante como a presença do autor faz a diferença. Isso faz eu me perguntar como ficaria a trilogia de  “O Senhor dos Anéis”, que, apesar de serem bons, ainda sempre poderiam ter ficado melhores.
O que mais impressiona em Sin City, sem sombra de dúvidas, é o visual. É incrível como a produção conseguiu se aproximar tanto da HQ, que é toda em preto e branco com forte contraste. E o “preto e branco” da HQ realmente é “preto e branco”. Não tem tons de cinza. É óbvio que isso seria impossível na telona, mas o grande contraste é mais que suficiente para uma adaptação que, como eu disse acima, é quase perfeita. Ainda, assim como na HQ, apenas alguns elementos são coloridos; geralmente aqueles de cores marcantes, como a cor de algum carro, um lençol ou cor de cabelo, ou olhos. Tudo está ali.
 
A única coisa que me incomodou em Sin City foi que, em razão de obter todo este grande contraste e estas características “neo-noir”, a película pode ter ficado um pouco excessivamente digitalizada. Mas isto de modo algum compromete a produção. Para encerrar, Sin City é um grande filme; para os fãs da HQ, para os fãs de filmes “tarantinescos” ou mesmo para os fãs apenas de uma boa estória de ação (na verdade três). Que venha o já confirmadíssimo Sin City II.
 

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