A Menina Que Brincava Com Fogo

"Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade."




Gente, eu acabei de ler o livro e vim correndo contar para vocês. Sabe aquele tipo de história que te deixa diversas vezes de boca aberta e com os olhos arregalados? Não me admira que os direitos dos livros da trilogia Millennium tenham sido comprados para virar filmes, durante toda a leitura eu imaginava que Stieg Larsson só poderia ter escrito os livros com esse fim em mente. Bem, vamos então ao que interessa!

O segundo livro da série, A menina que brincava com fogo, não teve toda aquela introdução extensa do livro de estreia, o que ajudou bastante no fluir da leitura. O mistério, suspense e a emoção estão presentes em toda a narrativa. É impressionante a capacidade que o autor tem  de costurar cada trama uma na outra, ligando os enredos, nos mostrando os motivos de cada ação e, de forma brilhante, consegue nos surpreender mais de uma vez durante as 608 páginas da obra. Muitas vezes me peguei boquiaberta com as revelações feitas, o cara era um escritor magnífico e de imensa criatividade.

Nesse segundo livro, o suspense segue a trama após 2 anos dos eventos ocorridos no primeiro volume. Depois que todo o mistério em torno do desaparecimento de Harriet Vanger foi solucionado, Mikael Blomkivst se vê mergulhado em mais um caso intrigante. Um jornalista, que passa a colaborar na redação da Revista Millennium, está prestes a publicar um livro que traz à tona um escândalo de grandes proporções: o comércio do sexo na Suécia, que envolve pessoas do alto escalão, drogas, tráfico de mulheres, num cenário de muita corrupção, assassinatos e caos.

Paralelo a tudo isso, Lisbeth Salander, confusa quanto ao seu envolvimento com Mikael Blomkvist durante o caso Vanger, resolve isolar-se do mundo. Mas Salander mantém ainda em mistério sua vida conturbada e se vê de repente envolvida numa acusação de assassinato que vai lhe custar muita correria.

É difícil não gostar de Lisbeth, enquanto leitora, mas que a garota é complexa, ah isso ela é. Uma antissocial, uma fumante, uma hacker, uma incendiária, uma pessoa que sofreu - e ainda sofre - os mais diversos abusos... É uma personagem muito bem construída, envolvente, e que encanta pela inteligência, audácia e habilidade, além de se mostrar frágil por trás de uma aparência dura e insensível. Sua introspecção revela o quanto ela pode ser mais do que se pode imaginar. A força de toda história concentra-se em sua figura e é através dela que vamos aos poucos ligando fatos, criando hipóteses e desvendando pistas para entender todo o suspense acerca dos envolvidos nessa intrigante história.

A menina que brincava com fogo não gosta de homens que não amam as mulheres e isso resulta em um enredo alucinante, fascinante e cheio de surpresas!

Fica a dica! ;)


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