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Trecho de Quinta #4


"É, eu confesso que não é exatamente a realidade que eu esperava encontrar. Talvez isso mude. Talvez você entre na minha vida sem tocar a campainha e me sequestre de uma vez. Talvez você pule esses três ou quatro muros que nos separam e segure a minha mão, assim, ofegante, pra nunca mais soltar. Talvez você ainda possa pular no rio e me salvar. Ou talvez eu só precise de férias, um porre e um novo amor. Porque no fundo eu sei que a realidade que eu sonhava afundou num copo de cachaça e virou utopia.”


Caio Fernandes de Abreu

O Mundo é Uma Bolha... de Sabão!

Gente, quem me conhece sabe que amo fotografia, e eu tenho um vício de ficar procurando trabalhos legais aqui na internet. E nessa minha eterna busca, eis que me deparo com o trabalho do fotógrafo Tom Storm. Ele resolveu retratar alguns lugares do mundo, por uma perspectiva bem diferente, eu diria, peculiar. Vou explicar! O Tom criou o projeto World In a Bubble, onde usa bolhas de sabão para estimular a imaginação das pessoas. Monumentos históricos, paisagens e cidades famosas, são apenas alguns dos lugares retratados por ele.


“Bolhas são fugazes, encantadoras e, apesar de parecerem de outro mundo, são familiares. Olhando de perto, podemos ver reflexos momentâneos, pequenos mundos dentro dessas órbitas flutuantes que logo desaparecem e nunca mais são vistos. A não ser que você tenha uma câmera”
(Tom Storm)


Massa não é?! Achei essa idéia incrível, então vim contar para vocês. Vou colocar algumas das fotos tiradas por ele, só para dar vontade em vocês de procurarem mais! háháhá!












Há! Onde foi que eu achei isso?  Aqui ó!


Bjok's e até!
;)

# Ao som que segue...


Simples de coração
Composição: Humberto Gessinger
Na voz de: Engenheiros do Hawaii

Volta pra casa... me traz na bagagem: tua viagem sou eu
Novas paisagens, destino, passagem: tua tatuagem sou eu
Casa vazia, luzes acesas (só pra dar a impressão)
Cores e vozes, conversas animadas (é só a televisão)
Já perdemos muito tempo brincando de perfeição
Esquecemos o que somos: simples de coração
Volta voando (vinda do alto),derrete o chumbo do céu
Antes que eu saia pela tangente no giro do carrossel
Falta uma volta (ponteiros parados): tudo dança em torno de ti
Volta pra casa... fim da viagem: bem vinda à vida real
Já perdemos muito tempo brincando de perfeição
Agora é bola pra frente, agora é bola no chão
Já brincamos muito tempo (até perder a direção)
Na santa paz de Deus
No mais perfeito caos


--->Download<---

A Rainha do Castelo de Ar

Sinopse:
Neste terceiro e último volume da série, Lisbeth Salander se recupera, num hospital, de ferimentos que quase lhe tiraram a vida, enquanto Mikael Blomkvist procura conduzir uma investigação paralela que prove a inocência de sua amiga, acusada de vários crimes. Mas a jovem não fica parada, e muito mais do que uma chance para defender-se, ela quer uma oportunidade para dar o troco. E agora conta com excelentes aliados. Além de Mikael, estão nessa jornada Annika Giannini, advogada especializada em defender mulheres vítimas de violência, e o inspetor Jan Bublanski, que segue sua própria linha investigativa, na contramão da promotoria.Com a ajuda deles, Lisbeth está muito perto de desmantelar um plano sórdido que durante anos se articulou nos subterrâneos do Estado sueco, um complô em cujo centro está um perigoso espião russo que ela já tentou matar.




Comentário do Deputamadre:

Enfim, o fim. Depois de passar muitas semanas com Lisbeth Salander, Mikael Blomkvist e companhia, terminei a trilogia Millennium de Stieg Larsson. O livro retorna depois de toda emoção e adrenalina de A Menina que Brincava com Fogo. A melhor sensação do livro, é o desfecho de toda investigação, acompanhar a solução de todos os mistérios da trama (todos mesmo). Claro que depois de tudo isso, o Stieg Larsson nos reservou um pouco mais de adrenalina, mas isso você só vai ficar sabendo se ler o livro. 

A trilogia é brilhante, e o último volume, com suas 688 páginas, não deixa nada a desejar se comparado com os dois primeiros da série. Ele é cheio de suspense, corrupção, investigações, abuso de poder, enfim, aborda diversos assuntos que consegue deixar o leitor com uma curiosidade enorme, e assim o prende da primeira a última página.

O que merece um parágrafo a parte é Mikael Blomkvist e seu mel. Gente, ele é "Ô Cara"! Acredito que todos os homens que leram a trilogia admiram e invejam o protagonista. Fala sério pessoal, durante os três livros ficamos sabendo que Mikael é um conquistador e tanto, e neles é citado seu envolvimento com Erika, Lisbeth, Harriet e Rosa. Fora as pobres que nem possuem o nome citado meras figurantes, afff.



Parte ruim:

Eu achei o último volume um pouco complicado devido ao grande número de personagens e com nomes bem complicados para ajudar. E confesso que em alguns momentos da leitura eu cheguei a xingar o autor! Gente, em certos trechos do livro, ele parece minha avó contando histórias. Para ligar tal personagem ao enredo central, ele volta bem atrás e vem contando tudo nos mínimos detalhes, isso é ótimo pois enriquece, mas se for em exagero torna a leitura muito tediosa. Esses mínimos detalhes cansam muito, e ele é extremamente detalhista, o que como já disse, é bom, mas as vezes prejudica.  Os pontos negativos, ao meu ver, são esses, que em balanço com os positivos não fazem nem cócegas!


A trilogia é composta por:

-> Os Homens que Não Amavam as Mulheres (falei sobre aqui), que tem 522 páginas.
-> A Menina que Brincava com Fogo (falei sobre aqui), que tem 607 páginas.
-> A Rainha do Castelo de Ar, que tem 688 páginas.





Em suma, os três livros são fascinantes, Stieg Larsson tinha uma criatividade e tanto, e volto a afirmar que os livros parecem terem sido escritos para virarem filme mesmo, acho que o autor teve essa idéia desde o início. Vale muito a pena ler, principalmente se você gosta de suspenses policiais, é uma ótima opção!


Espero que tenham gostado!
Bjok's e até!
;)

Trecho de Quinta #3

"Sou eu que começo? Não sei bem o que dizer sobre mim. Não me sinto uma mulher como as outras. Por exemplo, odeio falar sobre crianças, empregadas e liquidações. Tenho vontade de cometer haraquiri quando me convidam para um chá de fraldas e me sinto esquisita à beça usando um lencinho amarrado no pescoço. Mas segui todos os mandamentos de uma boa menina: brinquei de boneca, tive medo do escuro e fiquei nervosa com o primeiro beijo. Quem me vê caminhando na rua, de salto e delineador, jura que sou tão feminina quanto as outras: ninguém desconfia do hermafroditismo cerebral. Adoro massas cinzentas, detesto cor-de-rosa. Penso como um homem, mas sinto como mulher. Não me considero vítima de nada. Sou autoritária, teimosa e um verdadeiro desastre na cozinha. Peça para eu arrumar uma cama e estrague meu dia. Vida doméstica é para os gatos."


Martha Medeiros - Divã

# Recordar é Viver: Forrest Gump - O Contador de Histórias




O que há de tão especial na vida de Forrest Gump para que sua vida fosse contada em um dos filmes de maior sucesso de Hollywood na década de 1990 e ganhador de seis Oscars em 1995? Quantas pessoas não já fizeram essa pergunta? Eu confesso que a história me impressionou muito (e impressiona até hoje). Desde o início acompanhamos a trajetória de Forrest Gump (Tom Hanks) contada por ele mesmo para qualquer pessoa que estivesse ao seu lado enquanto espera em um ponto de ônibus. Forrest se mostra um sujeito totalmente ingênuo e inocente, com uma capacidade intelectual muito abaixo do normal e por conta disso, sofre com diversos tipos de preconceito. Mas, mesmo desacreditado e usado por muitos para interesses alheios, Forrest supera todos os obstáculos e consegue ganhar na vida. Torna-se um jogador famoso de futebol americano, de pingue-pongue, luta na Guerra do Vietnã, monta uma empresa de pesca, se forma na faculdade e recebe diversas homenagens do governo americano. Enfim, de uma forma ou de outra, acaba envolvido em alguns dos fatos mais importantes dos Estados Unidos na década de 1940. E tudo isso mantendo sua visão idealista e bondosa do mundo. Ele faz questão de cumprir a promessa de que faz ao seu amigo Bubba durante a guerra e de salvar o maior número possível de soldados no conflito. Também nutre uma paixão por Jenny Curan (Robin Wright Penn), que conheceu logo quando criança.










Forrest Gump pode ser visto de duas formas. A primeira é enxergar o filme como uma crítica aos próprios americanos e a todos aqueles que estigmatizam os, digamos assim, “diferentes”. Afinal, Forrest sempre foi chamado de burro, excluído de todos os tipos de atividades por uma sociedade extremamente conservadora ou mesmo usado para o interesse particular de alguns. Logo, todos nós temos um pouco de Forrest Gump quando nos submetemos ao sistema (e quando somos excluídos por estar fora dele), mesmo que não percebamos isso. Mas, mesmo assim, Forrest supera tudo: participa de diversos acontecimentos, fica famoso e reconhecido pelo que fez e fatura muito dinheiro. A segunda maneira é interpretar o filme como uma propaganda americana. Forrest trabalhou muito, lutou, superou as dificuldades e conseguiu uma vida confortável, com tudo o que o american way of life oferece. Esse era o grande lema do capitalismo: com o trabalho de cada um, todos podem viver numa sociedade igual e feliz. Resumindo, Forrest também pode ser visto como um símbolo do capitalismo dos Estados Unidos. (O filme se passa em 1954, ou seja, era apropriado para a época). E é claro que um filme assim na década de 1990 é uma massagem no ego de todos os americanos. Isso com certeza pode explicar a vitória de Forrest Gump como melhor filme contra o excelente Pulp Fiction. Talvez a própria intenção do diretor tenha sido colocar o espectador em dúvida sobre o real sentido do filme.






Tom Hanks é absolutamente brilhante em cena. Consegue trazer para o espectador a simpatia, graça e ingenuidade típicas que caracterizam seu personagem. Também é muito engraçado em diversos momentos, mesmo que seu objetivo não fosse esse. Por isso, traz uma personalidade única ao seu personagem. Bubba, personagem de Mykelti Williansom é a versão mal sucedida de Forrest Gump. Sempre alegre, divertido e sonhador ele vê em Forrest um amigo único e que o entende perfeitamente. Porém, sua morte na guerra ao lado do companheiro frustra seus sonhos de montar um barco de pesca para conseguir muitos camarões. Por ser negro, seu “fracasso” na vida também pode ser visto como uma crítica ao racismo por parte do diretor. Jenny, muito bem interpretada por Robin Wright Penn, é uma mulher que sofre com os traumas da infância e sempre se envolve em situações perigosas. Ela foge de Forrest, embora pareça realmente estar feliz quando está próxima a ele. O fato é que Forrest Gump é um filme para ser visto algumas vezes, até para que consigamos entender outros sentidos implícitos na produção. E claro, é uma ótima opção de entretenimento para pessoas de qualquer idade.

Espero que tenham gostado!

Bjok's e até!
;)

Minha Paixão #1