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Trocando em Miúdos


Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim!
O resto é seu
Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças
Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter
Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado
Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde.


(Composição: Chico Buarque & Francis Hime)


(Download na voz de Chico Buarque)

É Brasil sil sil sil...

Eu acho esse país o máximo. Durmo tão tranquila quanto ao futuro, mais que confiante em nossa garbosa e alegre juventude. Pessoas com o intelecto altíssimo, e portadoras de uma mente extremamente aberta. Brilhantes! Olhem aí a imagem logo abaixo...







É isso aí gente! Vamos que tem um baile funk com direito a um forrozinho eletrônico depois!

E ainda me perguntam porque eu sou antisocial...

Duras pedras...



Tempos difíceis, esses, tempos difíceis...
Rapaz, se surgisse uma oportunidade de sumir, de ir pra bem longe de tudo e de todos (pelo menos enquanto minha sanidade volta), eu iria sem pestanejar!
Preciso cuidar de mim, disso eu sei, só não sei como vou conseguir.


Pare o mundo que eu quero descer!

Opostos se atraem?

É de se ter cuidado com as apelações pra não desbundar em pieguice... Mas a montagem que se segue cala fundo. Pra onde segue o mundo? Se tão consciente dos descalabros, o que faz do nosso sono tão profundo e tépido?
Com a palavra, o poeta:




Ó miséria humana
Que te alimentas do ódio
És dor que racha o peito
Daquele que mergulha no lodo
Para salvar o irmão do ópio.

Ó miséria humana
Que te alimentas do terror
És dor que despedaça a alma
Daquele que procura
A Luz, o Caminho e o Amor.

Ó miséria humana
Que te alimentas da ignorância
És dor profunda
Daquele que já transpôs
Os meandros da ilusão
E se transfigurou
Numa Luz em abundância.

Ó miséria humana
Que te alimentas da separação
Não existe uma razão
Para que tu me faças sofrer,
Pois o tu e o eu não existe
Só o Uno consiste
Para lá do ter.

Ó miséria humana...
Espero que um dia
Possas vir morrer á fome.

(Miséria Humana - Jorge Moreira)

The Simpsons: Vida Real x Desenho



Muuuuuito bem bolado! Vale a pena ver, principalmente aqueles que gostam da família mais foda (perdoem o palavriado) da TV! É bem curtinho, e não demora nadinha pra baixar. Assistam!

O Jogo do Anjo



Quando uma pessoa completamente desnorteada, recebe uma indicação de uma outra pessoa completamente desorientada, sobre um livro, nem sempre dá certo. Foi o que me aconteceu. Um amigo me indicou o Jogo do Anjo, mas não me falou que era o segundo volume da obra do autor isso é amigo? vê se pode!?. Bom, admito que não atrapalhou em nada a leitura, até por que não percebi ser uma continuação é, ainda continuo desnorteada. Mas, deixando tudo isso de lado, vamos à história, e ao que achei sobre este livro.


Sinopse:

"Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais.
Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral."


Opinião do Deputamadre: 

O Jogo do Anjo me conquistou logo de cara. O livro é uma história policial ultimamente tenho lido muito suspense policial, com grandes doses de suspense sobrenatural. Isso é bastante novo pra mim, pois sempre fugi de livros com histórias sobrenaturais medrosa que só, mas garanto que ele não possui nada de assustar o leitor, pelo contrário, é bastante envolvente. A obra é narrada em primeira pessoa e eu adoro isso tanto nos livros como nos filmes, pelo protagonista, com um ponto de vista irônico e amargurado de um homem que está na casa dos 30 anos, que perdeu o grande amor de sua vida para seu "mentor e melhor amigo", que está afastado de seus amigos, e que teve seu livro massacrado pela crítica.

É um livro que aborda assuntos como fé, religião, filosofia, mistério, assassinato, suicídio, perseguição, perda, abandono, loucura, traição, companheirismo, dentre vários outros, e é por isso que achei O Jogo do Anjo um livro completo em todos os sentidos. O livro também tem sua dose de romance e ação. Quanto ao romance, não gostei muito. Cristina foi uma personagem que não me cativou (a única, por sinal). O ponto alto mesmo é o mistério com relação ao antigo ecritor que morava na casa de David - protagonista - antes dele. O mistério em volta do patrão é outro que também te prende ao livro.

O final do livro é controverso porque deixa umas pontas soltas, mas como a narrativa é descrita pelo o olhar do David, toda a trama é subjetiva e parcial. Eu gostei bastante do final, e não mudaria nem uma vírgula.

Bom pessoas que leram o post até aqui, a leitura de O Jogo do Anjo foi uma dependência. Consumiu- me, agarrou-me e controlou meus pensamentos de uma forma bastante intensa. Nos últimos dias não consegui pensar em outra coisa, a não ser na história. A leitura foi viciante e acelerada. Quando finalmente terminei de lê-lo, me bateu uma tristesa enorme, de nostalgia, de saudade, de qualquer coisa. Talvez seja essa coisa da "alma" dos livros como Sempere dizia...  Vale a pena ler, eu recomendo!
                      

                      

#Curiosidade: Significado dos nomes das bandas de Rock

Meu amigo Diêgo Rodrigues postou em seu blog, o Introspecção, o significado dos nomes de várias bandas de Rock. Uns até que fazem sentido e são bem interessantes, outras nem tanto... O fato é que achei bem curioso, e resolvi postar para vocês as que julguei mais pertinentes.





AC/DC – A irmã de Angus e Malcolm Young, Margaret, criou o nome. Aparentemente ela achou a sigla em um eletrodoméstico, e achou que casava bem com a banda, visto que tinha a ver com eletricidade (AC/DC é um indicativo de corrente contínua e alternada). Depois descobriram que era também uma gíria que designava bissexuais mas já era tarde. São infundadas as versões de que o nome seria uma sigla para Anti-Christ/Dead-Christ (anticristo, cristo morto).

Aerosmith – O nome Aerosmith não significa absolutamente nada. Foi proposto por Joey Kramer e segundo Steven Tyler foi o único nome entre vários propostos que ninguém odiou.
Beatles – Inicialmente em 1956, eles se chamavam the Quarrymen, tirado do nome da escola em que estudavam, the Quarrybank High School. Com esse nome, a banda formou seu núcleo com John, Paul e George. Até 1959, os três já haviam saído desta escola, portanto era uma questão de tempo até mudarem o nome da banda. Experimentaram vários nomes sem muita convicção como Johnny & the Moondogs mas só no final do ano resolvem pensar seriamente no assunto. O quarteto de Liverpool adorava Buddy Holly & the Crickets. O nome Cricket tem duplo sentido na Inglaterra. Lennon começou então a buscar outros insetos que pudessem ter um duplo sentido. Ele acabou chegando em beetles (besouros) escrito Beatles para fazer um trocadilho com beat music. Assim nasce The Beatles em final de 1959. Muito pouco tempo depois, o amigo Cas Jones do grupo Cas & the Casanovas achou o nome ruim pois a mentalidade da época era de que bandas precisam ter um nome grande e sugeriu: “Porque vocês não se chamam Long John Silver & the Beatles?”, uma alusão ao Long John Silver, o astuto pirata, personagem do livro A Ilha Do Tesouro. Inseguros, no dia de uma importante audição para uma futura excursão a Escócia, eles se apresentaram como The Silver Beatles e seus nomes artísticos se tonaram John Silver, Paul Ramon (donde os Ramones tiraram o seu nome), Carl Harrison (homenagem a Carl Perkins) e Stu de Stijl (homenagem a Nicolas de Stijl, pintor expressionista). Na bateria, no dia da audição, John Hutch e para a excursão Thomas Moore. Depois dessa excursão voltam a ser simplesmente The Beatles e nunca mais mudaram.
 
Bee Gees – Como em BG’s, ou seja, Brother’s Gibb. Curiosamente duas pessoas que ajudaram o então quinteto australiano se chamam Bill Goode e Bill Gates (um DJ local).
 
Doors – Jim Morrison quando cursava a faculdade de cinema da UCLA resolveu fazer um duo musical com Dennis Jakob, que mais tarde trabalharia com Francis Ford Coppola (que por sua vez era colega de turma de Morrison), chamado “The Doors: Open and Closed (As Portas: Abertas e Fechadas)”, inspirado em versos de William Blake. A citação em questão segue assim: “If the doors of perception were cleansed, everything would appear to man as it truly is, infinite.”, “There are things that are know and things that are unknow; in between are doors.” (”Se as portas da percepção forem limpas, as coisas irão surgir como realmente são, infinitas”, “Entre as coisas conhecidas e as coisas desconhecidas existem as portas”). Uma possível fonte pode ser também o livro “As Portas da Percepção ou O Céu e o Inferno”, de autoria de Adoulx Huxley (autor do famoso “Admirável Mundo Novo”), onde ele relata suas experiências com a mescalina (tal substância, semelhante ao peiote e ao LSD, produz um efeito alucinógeno tão forte que as reações da pessoa oscilam rapidamente entre paz ou terror espiritual, daí o sub-título “Céu e Inferno). Este livro era muito lido e comentado nos anos 60 e certamente influenciou Morrisson na escolha do nome: The Doors. Mais tarde quando Jim conheceu Ray Manzarek sugeriu o nome The Doors (As Portas).

Engenheiros do Hawaii – Tudo começou em 1984 na Faculdade de Arquitetura em Porto Alegre, onde o grupo estudava. Existia uma rixa entre o pessoal de arquitetura e engenharia. Os estudantes se envolviam em rixas curriculares, filosóficas, estilos de vidas, etc. Enfim, o pessoal da arquitetura inventou um apelido para acabar com os inimigos. “Todo estudante de arquitetura é meio arrogante, acha que os engenheiros estão abaixo. Tinha um pessoal na engenharia que usava aquelas roupas de surfista, e, para irritá-los, nós fazíamos questão de chamá-los de ‘engenheiros’ e, mais do que isso, ‘engenheiros do hawaii’, que é um paraíso meio kitsch”. Na época, havia uma explosão de bandas punk, todas com nomes heróicos entre elas: Cavaleiros do apocalipse, Virgens Nucleares, Titãs, etc. Disse Humberto: “Sempre me assustou essa coisa heróica da música pop, porque te leva a ser meio semideus. Engenheiros do Hawaii era um nome desmistificador, ninguém nos levaria muito a sério. É um nome que até hoje nos protege de nos encararem como sacerdotes”.

Guns N’Roses – Tirado dos nomes de Tracii Guns e Axl Rose ou de suas respectivas bandas, LA Guns e Hollywood Roses.
 
Iron Maiden – O nome “Iron Maiden” foi tomado do filme “The Man in The Iron Mask”. A “donzela de ferro” é um instrumento de tortura composto de uma caixa repleta de lanças pontiagudas em seu revestimento interior onde o condenado era trancafiado. “Donzela de Ferro” é também um dos apelidos da ex-primeira ministra inglesa Margareth Tatcher.

Kiss – Significa Beijo. O nome foi escolhido por soar perigoso e sexy. O acrônimo “Knights In Satan’s Service” (”Cavaleiros a Serviço de Satã”) foi uma inteligente e lucrativa maneira para ajudar evangelistas a colocarem o medo de Deus no homem comum.
Led Zeppelin – O baterista do the Who, Keith Moon, achou que a banda de Jimmy Page, que ainda se chamava The New Yardbirds, era pesada como chumbo e flutuava como um Zepelim. Daí Lead Zeppelin (Zepelim de Chumbo). Um Zepelin trata-se de um balão dirigível em forma de charuto. Mais tarde o nome foi mudado para Led Zeppelin para não ter dúvidas quanto à pronúncia.

Legião Urbana -  Depois do fim da banda Aborto Elétrico, Renato Russo começou a tocar com o baterista Marcelo Bonfá. Antes de Dado Villa-Lobos aparecer, a idéia dos dois era revezar guitarristas e tecladistas para completar a banda. Uma legião de músicos, no caso. Diz-se ainda que seria uma adaptação feita por Renato de uma frase dita pelo Imperador Romano Júlio César: Romana legio omnia vincit (Legião romana a tudo vence), daí  a frase presente em muitos álbuns: Urbana Legio omnia vincit (Legião Urbana a tudo vence).

Marilyn Manson – A junção dos nomes Marilyn Monroe e Charles Manson. Duas celebridades de fama extremamete opostas.

Metallica – Lars Ulrich ajudava um amigo bolar o nome de um metal fanzine. Uma das sugestões foi Metallica que não foi aproveitado para a revista. Lars então pegou para ele.

Nirvana – Estado avançado de espírito na cultura hindú.

Pink Floyd – O nome Pink Floyd é a junção dos nomes de dois antigos músicos de Blues, Pink Anderson e Floyd Council (Dipper Boy), que influenciaram Syd Barret. Syd nomeou a banda com o nome de um dos discos da dupla, The Pink Floyd Sound, mais tarde abreviado para Pink Floyd. Por pouco eles não se chamaram de “Anderson Council” ou “Megadeath”.

Queen – Segundo Freddie Mercury: “Eu sempre tive a idéia fixa de chamar a banda de Queen. Este era um nome muito forte, muito universal e imediato, tinha uma visão de potência e estava aberta a vários tipos de interpretação. Eu estava ciente da possível conotação gay ao nome, mas essa era apenas uma das várias ‘caras’ para o nome.”
Ramones – O Beatle Paul McCartney usou o pseudônimo Paul Ramone durante a primeira excursão dos Beatles à Escócia. A banda tomou emprestado dele o sobrenome.

Rolling Stones – Pedras Rolantes. Brian Jones escolheu o nome por causa da frase “A rolling stone gathers no moss” (Pedras rolantes não criam limo) e da música Rollin’ Stone, ambas frase e canção de Muddy Waters.
 
 
 
"I Know it's only Rock and Roll, but i like"